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Quem está por trás do Tiririca? Imprimir Email

O texto a seguir é do chargista Claudio de Oliveira, participante da FAP-SP (Fundação Astrogildo Pereira, mantido pelo PPS), e o reproduzo aqui pela importância que tem no momento e as revelações que trás, nada diferentes de casos cometidos em eleições passadas através de práticas oportunistas e desonestas, que políticos idem, continuam a adotar porque encontram campo livre na legislação excessivamente tolerante e cumplicidade de boa parcela do povo, que parece confirmar mesmo que preferem pão e circo, a educação e País sério.


Segundo o Datafolha, o palhaço Tiririca será o deputado federal mais votado por São Paulo,com cerca de 3% dos votos. Pela projeção do instituto, chegará perto de 900 mil votos. Isto significa que o palhaço ajudará a eleger muitos políticos do seu partido, o Partido Republicano, e de sua coligação chamada “Juntos por São Paulo”.

A coligação é formada pelo seu partido, o PR, e seus aliados, os companheiros do PT, do PC do B, do PT do B e do PRB.

O PRB é o partido do senador Marcelo Crivella, do Rio de Janeiro, candidato à reeleição e apoiado pelo presidente Lula.

Crivella é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e sobrinho de Edir Macedo, proprietário da TV Record, da qual Tiririca é funcionário.

Na coligação para a qual Tiririca é puxador de votos, estão candidatos envolvidos no escândalo do mensalão. Entre eles o deputado Valdemar Costa Neto, que renunciou ao mandato para não ser cassado em 2005, sendo eleito em 2006.

E também petistas acusados no processo do mensalão, como João Paulo Cunha e José Genoino Neto.

Como o voto é proporcional, isto significa que cada coligação ganha o número de vagas de deputados conforme a sua votação total.

O deputado Enéas Carneiro, eleito em 2002 com 1,57 milhão de votos, ajudou a eleger mais 3 ou 4 colegas de partidos, todos com menos de 4 mil votos cada.

Em 2006, Enéas foi eleito com 386 mil votos, enquanto a sua primeira suplente, Luciana de Almeida Costa recebeu 3.980 votos e assumiu o mandato em 2007, quando da morte de Enéas por leucemia.

Como dizia o deputado Ulysses Guimarães, jabuti não sobe em árvore. Se ele está na árvore, alguém o colocou lá.

Cláudio de Oliveira


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