| As diferenças entre o PC do B, o antigo PCB, e o atual PPS. |
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(texto elaborado pela assessoria do PPS)
"O Partido Comunista do Brasil, o PCdoB, é o partido do ministro Orlando Silva, acusado de desviar verbas do Ministério do Esporte para ONGs vinculadas a militantes da sigla. Essa agremiacão surgiu em 1962 como uma dissidência do antigo PCB.
O Partido Comunista Brasileiro, o antigo PCB, foi fundado em 1922 e, em 1992, no seu X Congresso, com o apoio de 2/3 dos delegados, alterou seu programa e a sua denominação para Partido Popular Socialista, o PPS, que passou a ser presidido pelo deputado federal Roberto Freire, tendo como presidente de honra Salomão Malina.
Defesa de Stálin
As origens da divisão remontam ao ano de 1956, quando o então líder soviético Nikita Krushev apresenta relatório ao XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética em que denuncia os métodos criminosos de Josef Stálin, governante do país de 1924 a 1954. Alguns partidos comunistas saíram em defesa de Stálin, caso do Partido Comunista Chinês, liderado por Mao Tsé-Tung. No Brasil, os defensores do stalinismo foram afastados do PCB em 1960 e fundaram o PCdoB em 1962.
O suícidio de Getúlio Vargas
Outro acontecimento importante já havia levado a divisões internas no PCB: o suícidio do presidente da República Getúlio Vargas, em agosto de 1954. O partido fizera uma dura oposição ao seu governo, acusando-o de “agente do imperialismo norte-americano”. Com o suicídio, o PCB inicia a revisão de sua política contrária à aliança com os partidos então considerados burgueses. O PCB começa a propor uma frente de partidos nacionalistas. É assim que apóia a candidatura de Juscelino Kubitschek, da coligação PTB-PSD.
Nova política
Em 1958, o PCB aprova alteração radical na sua linha política. No documento intitulado Declaração de Março, o PCB define-se por uma via pacífica para o socialismo. Defende agir nos marcos da legalidade democrática na busca de alterações na realidade econômica e social do país. Propõe uma aliança de amplos setores da sociedade em torno de um projeto de desenvolvimento autônomo para o Brasil. Nessa aliança inclui os setores democráticos liberais e o empresariado nacional. Os comunistas mais comprometidos com o passado stalinista vêem na nova política um abandono da ortodoxia marxista-leninista e defendem a política anterior. Depois de afastados do Comitê Central do PCB, fundam o PCdoB baseado na linha anterior, aprovada em 1950 no documento chamado Manifesto de Agosto de 1950.
Após o golpe de 1964
As diferenças entre os dois partidos se acentuam com o golpe de 1964. O PCdoB adere à luta armada e organiza a guerrilha do Araguaia, ao longo do rio Araguaia, na região amazônica, baseando-se na revolução chinesa de 1949, defendida por Mao Tsé-Tung como a guerrilha do campo para a cidade. O movimento é reprimido pelo Exército.
Já o PCB não adere à luta armada e participa da chamada resistência democrática com a fundação, em 1966, do Movimento Democrático Brasileiro, o MDB, posteriormente PMDB.
A democracia
Após a morte de Mao Tsé-Tung, em 1976, a China inicia um processo de abertura econômica ao capitalismo. O PCdoB rompe com o PC Chinês e passa a considerar a Albânia como o único país do mundo verdadeiramente socialista.
O PCB apoiou as reformas democratizantes de Mikhail Gorbatchev na antiga União Soviética, enquanto o PCdoB se opôs. Atualmente o PCdoB defende o modelo de socialismo na China, em Cuba e na Coreia do Norte, enquanto o sucessor do PCB, o PPS, é contra tal modelo por considerá-lo anti-democrático.
Oposição e governismo
O PPS apoiou a candidatura de Lula no segundo turno das eleições presidenciais de 2002, mas deixou a base governista em 2004, por discordar da política econômica do governo, então comandada por Antônio Palocci, ministro da Fazenda, e Henrique Meirelles, diretor do Banco Central, considerada pelo partido como monetarista e não desenvolvimentista.
Na oposição, tem sido crítico ferrenho dos governos petistas e contrário à utilização do poder público para beneficiar interesses partidários e de grande grupos econômicos e financeiros privados.
O PCdoB continua como partido da base governista".
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