| Ferreira Gullar falando de política. |
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| Qui, 24 de Junho de 2010 11:20 | |||
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“Não é que eu seja um crítico ferrenho, tento ser objetivo. Eu me preocupo com o futuro do meu país. O Lula é um farsante, não merece confiança. Não entendemos o que ele faz. Como abraçar o Ahmadinejad (presidente do Irã), de um regime que é uma ditadura teocrática, que realizou uma eleição fraudada”. Palavras do poeta Ferreira Gullar, ganhador do Prêmio Camões, em entrevista à Folha (jornalista Marco Rodrigo Almeida), em 30 de maio de 2010 durante o 3º Festival da Mantiqueira em São Francisco Xavier, esclarecendo pontos polêmicos sobre política, Lula e o PT. "Não me sinto com 80 anos. O calendário é que fala isso. Mas não tenho essa idade", diz, sério, o poeta Ferreira Gullar quando o assunto é seu próximo aniversário, em 10 de setembro. A tranquilidade associada à velhice, realmente, não se aplica a ele, como sabem os leitores de sua coluna na Ilustrada. Gullar, que lança em setembro um livro inédito de poesia, "Em Alguma Parte Alguma", preserva intacto há mais de 50 anos o espírito crítico que faz dele um dos principais, e mais controversos, pensadores do país. No domingo, um dia antes de ganhar o Prêmio Camões, o principal da língua portuguesa, ele participou do Festival da Mantiqueira, em São Francisco Xavier. Logo após o debate, recebeu a Folha. Nesta primeira parte da entrevista, fala sobre governo Lula, o comunismo e as eleições presidenciais. Folha - Por sua história política, muita gente estranha o senhor ser um dos principais críticos do Lula. Folha - O senhor já declarou admirar o presidente Barack Obama. O que achou quando ele disse que Lula é o "cara"? Folha - O senhor ainda se considera de esquerda? Folha - Arrepende-se de ter sido filiado ao Partido Comunista na década de 1960? Folha - O senhor, então, também se equivocou? Folha - E quanto às eleições, quais são suas expectativas? Folha - Vai então votar no Serra?
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