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Pesquisas eleitorais. Imprimir Email
Qua, 01 de Setembro de 2010 00:21

Não se pode concluir NADA sobre a correção das pesquisas eleitorais apenas olhando questionários (como alguns partidos querem/quiseram fazer), ou porque não sabemos de ninguém que foi entrevistado.

Os pontos principais numa pesquisa eleitoral são:

1. Como foram feitos os sorteios dos entrevistados? (sorteio das cidades, sorteio das pessoas nas cidades)

2. Até que ponto cidades com governo pro-Dilma, ou pro-Serra, influenciam os resultados? (o Janio Quadros, dizem, só pedia pesquisas com entrevistas feitas na Vila Maria, seu reduto eleitoral, e claro, dava ele em 1º)

3. Como foi feita a tabulação na hora de calcular os resultados finais no computador? (foram feitas ponderações em razão das diferenças do nº. de entrevistados em cada cidade x os totais de eleitores dessas cidades? Se sim, as ponderações estão corretas?)

Em razão de muitos aspectos atípicos, uma pequena nuvem paira sobre a validade das atuais pesquisas eleitorais para presidente.

No último informativo do Ibope (Giro Revista, edição 17) o instituto alega que pesquisa não influencia a decisão do eleitor. -- Acho que não há uma influencia total, mas em parte sim.

Também mostra que as chances de uma pessoa ser entrevistada são de 1 para 67 mil. -- Por isso é difícil conhecermos alguém que já foi entrevistado.

E se defende de acusações mostrando um histórico de pesquisas feitas em eleições passadas, com praticamente todas acertando os resultados das urnas. -- Mas há um porém: todas eram pesquisas feitas na ante-véspera das eleições. E o que se está questionando são pesquisas feitas ainda faltando mais de 30 dias para as eleições.

Só que no informativo do Ibope não há nada sobre os três pontos acima, e mesmo o Datafolha nunca divulgou esses pontos. E é por culpa do não esclarecimento desses pontos técnicos por parte dos institutos, que a nuvem, para alguns, já é uma tempestade planejada. 


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